Quanto mais eu conheço a humanidade e sua diversidade de espécies, mais eu abdico de vociferar que algo está certo ou errado, ou que deveria ser "assim, ou assado". Apenas apoderando-se da consciência de cada um, tolhendo sua liberdade, é que se consegue impor um padrão de comportamento. E isso, como se sabe por um simples olhar através da história, nunca trouxe mais benefícios do que malefícios, sempre causou progresso ou consenso ao custo de milhões e milhões de vidas.
Pensei nisso depois de ler e pensar sobre uma frase de um sujeito de nome Kenzil, da Comunidade Harmonia, de São Thomé das Letras-MG:
"Não há nada a ser feito além do que já existe. Tudo que há foi Deus quem fez, direta ou indiretamente; quem somos nós para querer consertar? Apenas precisamos saber o que nos cabe fazer para não deixar falha a nossa parte".
Tirando a divindade da frase, seu efeito é o mesmo: quem sou eu e quem é você para consertar o que o outro fez? Podemos até, por convenções, atribuir-lhe erros, dizer que era para ser diferente e até puni-lo, mas não poderemos retornar ao "status quo ante", desfazer por completo o que foi feito, pensado ou dito.
Fica, pois, uma observação simples, que para mim é verdade: fazer a nossa parte é mais importante do que observar, criticar e tergiversar sobre como os outros estão fazendo a parte deles.
Ou não é?
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
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